segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O porquê da puta velha...

Dada a devida atenção ao álbum The Dutchess, não é difícil de entender como Clumsy conseguiu alcançar o segundo lugar nas músicas mais ouvidas de todos os tempos no meu perfil do Last.fm - só perde pro Mouth to Mouth do Fenemê, o que sinceramente não sei até quando vai durar...

Estou falando da boazuda da Fergie. Vocês podem chiar e dizer que ela parece um homem, tudo bem, não vou defendê-la nem nada. Mas que eu estaria BEM feliz com um corpo daqueles - mesmo com a eventual "barriguinha" - ah, eu estaria! Que puta!

O fato é que Fergie não é nenhuma menininha. Com seus 32 anos, não faz muito que podemos dizer que ela estabilizou sua carreira. E ela ainda tem muito o que "provar", pelo menos para os mais arredios e falsos moralistas. Talvez por isso The Dutchess seja um álbum bastante defensivo. Entre frases que indagam "Who are you to think you're above me?" ou os desabafos como "It's been a long road" e "Finally now my life doesn't seem so bad", além das declarações "I'm such a lady but I'm dancing like a ho" ou "But I ain't promiscuous" , fica claro que a cantora aproveitou-se do espaço para mostrar que não é só mais uma puta qualquer. "Here I come", canta o rap da garota.

Curiosamente, essa mesma vontade e ânsia em desentalar o que estava na garganta traz um rol de canções, muitas vezes, de composições bastante pueris - não é à toa que Fergie encanta muitas meninas novinhas. O mulherão, afinal, ainda precisa trazer um pouco mais de consistência ao que diz - colocar-se menos na defensiva seria um bom passo.


Se as letras deixam um pouco a desejar, não se pode dizer o mesmo quanto à qualidade musical, propriamente dita. Fergie tem uma puta voz (com o perdão do trocadilho) e sabe usar o que tem. E pra ajudar, tem do seu lado um dos melhores produtores da atualidade. Não que Will.I.Am precise de muito esforço para tirar alguma coisa boa da puta velha, nada disso! Fergie canta de todos os jeitos possíveis - e, sim, isso pode significar virando-estrelinha-com-um-microfone-na-mão-sem-parar-de-cantar! - e não deixa a desejar. RnB, Rap, Funk, Ragga... Tudo faz parte de seu repertório e se encaixa perfeitamente em todas as suas experimentações vocais. E para os que dizem que ao vivo ela não canta nada, dançar e cantar do jeito que ela faz não é nada simples! E não me venham com "Ah, mas a Britney Spears..." porque essa puta daí tem muito o que aprender ainda - e ela usa playback.

É. Vamos comparar as putas velhas com suas crias.

O que eu preciso falar sobre a Madonna? 50 anos na cara (não sei onde!) e um vigor que causa inveja à muita moça de 20. Embora suas músicas não sejam sempre uma maravilha de composição harmônica, lírica e bibibi bobobó, a mulher sabe se vender. É a artista solo que está no topo há mais tempo em toda a história - e ela começou aos 24. E com certeza ela não vai parar tão cedo.

Agora, Britney Spears. 25 anos, corpo de 30, e vida de puta decadente de 40. Fundo do poço. Começou novinha demais, meu bem. Deu no que deu. As músicas nunca foram boas, as produções de 5ª categoria só convencem crianças e espectadores da MTV, e a moça ainda se presta a andar de lá pra cá, ora bêbada, ora sem calcinha, ora em reabilitação. Bom, não vamos entrar nos méritos das desgraças e fofocas, mas a conclusão é óbvia. Tem certas coisas que só puta velha é capaz de fazer bem feito.

Voltando à Fergie, por exemplo, ela foi ao fundo do poço muito antes de conhecer o sucesso. Muito provavelmente por isso, hoje ela sabe administrar melhor o que tem. Putas velhas são mais vividas, e por consequência fazem melhor o seu trabalho. Elas não têm medo de dizer "Sou puta mesmo, e daí?". Enquanto as novinhas têm crises existenciais entre o "Ser ou não ser, eis a questão". Uma hora santa, outra hora puta... Assim fica difícil de conseguir credibilidade mesmo... É o caso da Nelly Furtado também. Alguém consegue engolir essa "nova fase" dela?



Por essas e outras que hei de concordar com o velho e sábio Moraezinho: "Panela velha é que faz comida boa".

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