quinta-feira, 18 de outubro de 2007

They've made Sex first...

Quis chorar ontem.

Quando ouvi a música Sex (I'm a) do Lovage pela primeira vez, há alguns meses, definitivamente aprendi que música pode ir muito além de expressar sentimentos. Praticamente presenciando uma belíssima cena de sexo, interpretada pelos magníficos e nada menos que perfeitos
Mike Patton e Jennifer Charles, fui transportada para dentro daquele sentimento.

Arrepiada até o último fio de cabelo pelos imperativos "wrap your legs around me, ride me tonight" e "not too fast, don't be slow, my love's in your hands" ou ainda " drink your fill from a fountain of love, wet your lips", acabara de perceber que teria uma nova música para a minha lista de melhores-obras-de-arte-de-todos-os-tempos, e ela viria ocupar, de imediato, uma das primeiras posições.

Foi quando ontem fiz uma desagradável descoberta: a autoria da música é, na verdade, de uma banda dos anos 80, a Berlin (Sabe a Take my Breath Away? Deles.). Me senti praticamente traída!

Se já não bastasse descobrir que a música não era uma composição própria do Lovage, fiquei sabendo que a Peaches também interpretou a mesma música! Felizmente não antes e nem de modo tão interessante quanto o Lovage, embora eu seja suspeitíssima para estabelecer esse juízo. Naquele ritmo-de-sempre da moça, um electro beat que chega a ser enfadonho, apenas as mesmas frases de efeito da original chamam a atenção. Isso se tu te interessas em saber a letra.

Depois de muito custo - e muita angústia, finalmente consegui a tal da versão original.

Para a minha felicidade, ela se parece muito mais com a obra-sem-sal da Peaches que com a calorosa e envolvente gravação do Lovage. Embora repleta de gemidos - que a Peaches cortou de sua versão - a música está muito mais para o clima nightclub, em que divertidas "naughty musics" tocam para agitar a galera (te lembrou da Short Dick Man?), que para o clima extremamente sexual-etéreo (similar ao Je T'aime Moi Non Pluis de Serge Gainsbourg & Jane Birkin) que transborda paixão e luxúria alcançado pelo trio Dan-Patton-Charles.

Claro que a fantasia perde seu vigor com a constatação de que a letra não foi obra deles. Mas ainda me dá calafrios perceber como eles conseguiram fazer a música explorar todo o seu potencial expressivo, me deixando trêmula por cada detalhe que eles adicionaram em sua versão.

Pra mim, é um exemplo perfeito de como nem sempre as covers estragam a essência daquilo que transformam.


Ou é um exemplo perfeito de que não adianta espernear; qualquer coisa que tiver o Patton envolvido, pra mim, sempre será infinitamente além da capacidade de qualquer outro ser humano.




Cá entre nós, mesmo que eu viesse a descobrir que alguma(s) entre as inebriantes

"you and me are the disease and the germs are spreading" (Book of the Month),
"Your love was my relief my love is your release" (To Catch a Thief),
"I'll take the life of crime all to make you mine" (To Catch a Thief),
"I really like to ride the train, especially when I forget where I'm going./
I really like the way it feels, the motion of the wheels" (Strangers on a train),
"Sitting on a cold slab/ feeling my warm stab/ you know I'll be missing you" (Archie & Veronica)
ou "Jealous of the flies and the worms inside me" (Archie & Veronica)

não fossem, de fato, composições próprias do Lovage, valeria completamente pela interpretação estonteante dos dois vocalistas - e pelos ótimos arranjos de Dan the Automator.

Não existe melhor música no mundo pra passar a noite skin to skin do que as do álbum apropriadamente entitulado Music to Make Love to Your Old Lady By...

Deos, essas músicas me enlouquecem......!



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Outra música que me fraqueja as pernas é a Ancestors da Björk.
Aliás, o Medúlla (2004) está na minha lista the melhores álbuns de todos os tempos.
Putaquiopariu.

Eu fico alterada com músicas muito boas...

2 comentários:

Erick Rohan disse...

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To fazendo, Tô fazendo...

[Você é boa de mais pra mim!]

Mas pra eu saber se vc é boa mesmo,
gostaria de saber qual o primeiro dos sentidos dessa frase interpretou essa sua mente!

Tente, invente, comente...
Descubra o que a Josie tem de diferente!

PS.
Me diz tá!?

Anônimo disse...

Quer imaginar uma cena de sexo bonita?
Ouça uma valsa francesa de uma francesa que morou em Veneza!

Será uma mistura de tradição musical com influência de vividas experiências!

uhmm

A melodia tem até perfume!

Foi então que Almodova pensou!

"Perfume de Mulher"

Abraço Josie... ótimo tá isso aqui!

Erick Rohan